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Lambedura psicogênica em cães: o que fazer?

O que fazer quando a lambedura do cão vira uma compulsão? Tudo começa com uma lambidinha na pata aqui, outra ali. Uma hora vira uma ferida e o hábito de lamber está instalado. O comportamento compulsivo que alguns pets têm em lamber as patas (ou outras regiões do corpo, como o rabo) é conhecido como lambedura psicogênica e pode surgir como consequência de um distúrbio comportamental.

Entre os problemas mais comuns associados à lambedura compulsiva estão a ansiedade, a mudança repentina de ambiente, chegada de outro animal, o abandono durante muitas horas ou dia, além da falta de estímulos mentais e físicos em qualquer fase da vida do pet. 

 

Mas se lamber não é um ato natural dos pets? 

De certa forma sim, desde filhotes, quando a mãe os lambe, como forma de carinho e até higiene. No entanto, quando o cão começa a repetir esse comportamento em si de maneira repetitiva e sempre que algo o incomoda, pode ser perigoso. Isso porque a lambedura repetitiva pode causar lesões na pele, além de ser um sinal que algo não vai bem com o cão.

 

Sinais da lambedura em cães

Existem sinais que o tutor deve notar caso desconfie que o cão está com “mania” de se lamber todo o tempo:

  • Mudança na coloração do pelo na região (uma cor ferrugem). Isso ocorre devido à acidez da saliva;
  • Queda de pelos;
  • Ferida na região afetada.

É comum que os cães comecem a lamber um local e essa constante provoque uma ferida. A agressão física causada pelo ato repetitivo de se lamber impede a ferida de cicatrizar e acaba predispondo o animal a uma infecção secundária.

 

O que fazer com o cão que se lambe o tempo?

Somente um veterinário pode realizar o diagnóstico se o caso trata-se de uma dermatite por lambedura ou não. Por isso, é sempre importante contar com a ajuda de um profissional, preferencialmente, um especializado em comportamento animal. Além dos cuidados com comportamento psicológico do animal, será importante tratar o problema cutâneo. 

O tratamento da pele pode incluir o uso de antibióticos, antiinflamatórios, além do uso de colares elizabetanos (cone) para impedir o acesso à área até que a lesão comece a cicatrizar. Também é indicado o uso de suplementos naturais que auxiliem na reparação da pele. 

O suplemento Equilíbrio, da Botica Pets, contém compostos bioativos, ou seja, a “parte mais interessante” de ingredientes naturais como a cenoura (fonte de antioxidantes, vitamina A e carotenóides, que estimulam a reconstituição dos tecidos, auxiliando no tratamento de dermatites), a clorela  (rica em clorofila, melhora a imunidade do pet, promove a desintoxicação do organismo e estimula o crescimento e a recuperação dos tecidos) e a acerola (contém vitamina C, que aumenta a resistência às infecções e facilita a formação de colágeno, melhorando a cicatrização).

Confira o depoimento da veterinária Rita de Cássia Navarro Pinhanelli, em que ela conta a sua experiência com o uso do suplemento Equilíbrio para uma paciente com lambedura psicogênica:

“Tratei uma paciente com dermatite por lambedura, uma Border Collie chamada Ayla.  Além de exercícios físicos para reduzir a ansiedade, ela utiliza a fórmula Equilíbrio e responde muito bem. A proprietária parou o uso por um tempo e a cachorra voltou a se lamber. Logo, reiniciou novamente o uso da fórmula. Recomendo!”. 

 

Estímulos físicos e mentais: qual a importância?

Nem todo mundo pode dar atenção ao pet o tempo todo. Se a causa da lambedura psicogênica do pet é a ansiedade, é preciso criar alternativas que ajudem o cão a ficar bem sozinho. Neste sentido, os estímulos físicos e mentais são muito importantes. 

Assim como nós, os cães também sentem tédio em ficar em casa sem fazer nada. Por isso, preparar o pet e o ambiente que o peludo vai ficar durante todo o dia é uma das ações mais importantes para que você não tenha problemas ao deixá-lo sozinho. Veja algumas dicas:

Passeio: se precisa deixar o cachorro sozinho muito tempo, lembre-se de passear com ele antes de sair de casa. Um passeio de cerca de 30 minutos de caminhada fará com que o cão gaste energia na rua e, ao chegar em casa, ficará menos agitado. Saiba que os passeios são importantes e devem ser feitos diariamente, mesmo que o seu pet tenha quintal à disposição.

Rodízio de brinquedos: um dos erros mais comuns é deixar sempre o mesmo brinquedo para o pet ao sair. A novidade sempre é interessante, por isso, faça um rodízio de brinquedos todas as semanas.  

Esconda recompensas: esconder petiscos pela casa antes de sair pode ajudar também. O cão ficará concentrado em buscar as recompensas e o tempo passará mais rápido.

Som ambiente: ao sair, deixe a televisão ou o som ligado, em um volume não muito alto, para distrair o pet dos barulhos fora de casa.

Não deixe de ler sobre a ansiedade de separação em pets!

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